SOCIAL MEDIA

5 coisas que ando viciada

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Como bom espécime de pessoa com TEA que sou, tenho sempre um hiperfoco pra chamar de meu. Às vezes, é só um, outras vezes, são vários. Meu cérebro usa isso pra se auto-regular, em momentos de estresse. Ultimamente, estes tem sido meus hiperfocos principais.

Vídeos da Tainara Reis
Eu adoro maquiagem e me maquiar. Descobri a Tainara no ano passado (ou retrasado, não lembro) e desde então, a acompanho religiosamente, num nível que quando não tem vídeo novo, revejo os antigos. Alguns, mais de duas vezes (ou mais, dependendo se eu gostar muito ou tiver esquecido o conteúdo). Meu jeitinho.

Amendoim japonês
Eu gostava moderadamente de amendoim japonês, mas enjoei, e passei ANOS sem comer. Não mais que de repente, meu cérebro redescobriu a iguaria, e agora eu tenho que ter meu pacote de 400g da marca Santa Helena (o melhor!) sempre a mão. Não pode faltar.

Challenges trimestrais Goodreads
Sei que muita gente questiona a gameficação de hobbies, mas meu celebro neurodivertido adora um desafio nesse estilo, de leitura. Pode parecer superficial para alguns, mas tenho achado ótimo sair da minha zona de conforto, tanto nos gêneros, quanto nas línguas (muitas vezes, os livros inclusos não tem tradução no Brasil, aí eu encaro as versões em espanhol ou inglês, com ajuda do tradutor porque não sou fluente em nenhuma delas, mas tá valendo).

Ouvir rádio de noite com mozaum
Especificamente a rádio Tempo FM, regional aqui de Fortaleza. É uma espécie de Antena 1 mas muito MUITO melhor! Aconteceu depois que mozaum disse que adorava escutar rádio, e agora viciamos. Adoro esses rituais a dois, sabe? Das minhas coisas favoritas num relacionamento. Muitas das músicas me fazem lembrar meu pai, então acho que vem daí o conforto.

Pistacchio Latte Dolce Gusto
Quando a Dolce Gusto lançou esse sabor, fiquei desconfiada, porque essas versões estilo bebidas, algumas vezes, eu não gosto. E como era lançamento, o preço era o mais alto, então fiquei de esperar uma promoção para provar. Pois não devia ter feito isso, porque agora viciei! Meu maior medo era ser algo enjoativo, mas não é nada, o sabor é muito suave, estilo leite queimado, sabe? Nossa, maravilhoso!

✦

EDIT 08.10.2026: tenho estado bem instável desde domingo. Não tô nada bem, mas tentando encontrar coisas no meio desse caos de eleições para me distrair, e acho que esse post veio em boa hora. Como tenho precisado tomar medicações que são esporádicas com mais frequência, minha memória anda ruim, fico aérea, muitas vezes, apática. Mas temos que seguir, não é? ✦ Outra coisa que ando viciada, desde semana passada, são filmes antigos, Hitchcock e Cary Grant. Adoro ver filmes antigos, principamente os noir, mas não acontece sempre, aí costumo ter esses rompantes de assisti-los em looping, em determinadas épocas. É o que tem me feito bem. ✦ Outra coisa boa que está acontecendo essa semana é que as pessoas que moram aqui estão empacotando suas coisas, então meu coração anda se enchendo de esperança de que realmente estamos perto de viver nosso sonho (ainda esse ano!? bom demais!). Isso é um alívio gigante! ✦ Outra coisa legal é que minha mãe me deu de presente duas diárias num hotel fino na Beira-Mar, e vai ser neste próximo fim de semana, então estou animada (apesar de os preparativos me deixarem extremamente ansiosa)! G. e eu precisamos demais desse respiro, vai ser maravilhoso! ✦ Enfim, senti que a postagem ficou um pouco incompleta sem eu falar de como andam as coisas por aqui, por isso fiz esse edit. E vocês, o que andam fazendo para ficar bem?

Leia Mais

Série A Amiga Genial

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Não gosto nem um pouco da primeira temporada muito por causa das atrizes mirins (Ludovica Nasti e Elisa Del Genio). Elas são péssimas. A da Lenu menos, mas ainda é.

As atrizes jovens também são ruins, na segunda temporada (Gaia Girace e Margherita Mazzucco). Eu entendo que nem é a proposta, mas elas são zero carismáticas. Mesmo vilãs precisam ter algum magnetismo pra nos manter interessados em acompanha-las. Aqui, onde ninguém é vilã, isso também não existe. A história foi o que me fez continuar mas, se dependesse da maioria dos atores, teria abandonado.

Outra dificuldade é ver a trajetória da Lila. É de amargar saber tudo o que ela poderia ser e não concretiza. Dói na alma.

O Donato Sarratore especialmente nojento com a Lenu. Nojo deste ome! NOJO!

A surra que a Immacolata dá na Lenu por causa do Nino! Mãe parece que sabe das coisas mesmo, né?

A atriz da Lila melhora consideravelmente, num ponto que cheguei a ficar triste quando trocaram de atriz (para a Irene Maiorino, que é boa, só que a Gaia já tinha me conquistado). Mas as perucas que escolhiam pra Gaia Girace eram pavorosas! JU-RO! A Margherita também sofreu nesse quesito. Olha isso! Nem parece produção HBO.

A atriz que faz a Lenu (Margherita Mazzucco) também melhora, mas não chega a cativar. Li que a série não fez o mesmo sucesso que os livros e acredito que é muito por causa do elenco. Vários não brilham. Sei que dado um número tão extenso de personagens seja difícil acertar em todas, mas pelo visto, dá pra errar em quase todas sim.

Uma escalação que achei muito boa foi a do Michele do Alessio Galo. O cara é desprezível mas, ao mesmo tempo, gera um fascínio também, não sei explicar.

Outro que me ganhou foi o do Pasquale, Eduardo Scarpetta. Excelente ator e muito charmoso.

O pai da Lila me remeteu demais ao Seu Madruga, e não no bom sentido (sim, eu sou fã de Chaves, tá). Muito caricato e destoante do resto. Nem lembro dele ser assim no livro.

É impressionante a semelhança da Gaia Girace com a Irene Maiorino! É o mesmo que estar vendo a mesma pessoa em diferentes fases da vida! Acertaram demais nessa.

Minha abertura favorita é a da terceira temporada. As imagens lindas, a música é perfeita.

Passei a maior parte do tempo morrendo de dó do Alfonso adulto, depois de se assumir. Sofreu demais. Dói na gente ver a fragilidade dele. A Lila em relação a ele também me enoja. Sei que pode ser um jeito de se defender da obsessão dele por ela, mas não deixa de ser maldade.

Uma coisa que acho bonita é como aquela geração ficou “ligada” pra sempre. Mesmo quando distantes, se alguém precisasse de ajuda, os outros tentavam ajudar o máximo que podiam. Claro que menos os escrotos, mas num geral, foi assim.

Quando a Lenu perguntou pra Lila se mostraria pra ela algo que escrevesse, se permitiria publicar, e ela negou dizendo que não escreve nada (coisa que o Gennaro falou que ela faz o tempo todo) me deu um clique de a Elena Ferrante ser a Lila. Não assumir que escreve pra ninguém que a conhece, já pensou?

Onde a Lila foi parar??? Isso explode minha cabeça.

✦

Sei que parece que detestei a série e só tenho críticas, mas não foi assim. 1. sou fã dos livros, precisava ver a série, não existia a possibilidade de abandonar (eu já tinha abandonado a s01 por duas vezes, dessa vez era questão de honra) 2. a história em si é especial, e nisso a série acertou muito, foi fiel a todas as passagens mais importantes e é mágico ver em cenas, como se fosse real, tudo o que lemos nos livros. A adaptação é boa sim, vale a pena conferir, indico demais! Tive questões, como ficou bem claro, mas acho que nem tinha como eu não gostar de ver essa história recriada no audiovisual. Lila & Lenu são como aquelas amigas de infância que a gente perde o contato, mas gostaria de saber como se deu suas vidas, e ver a série foi quase como realizar esse desejo.

Leia Mais

Vestígios de Outra Vida #1

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Queria deixar registradas fotos de momentos da vida, tanto pra mostrar pra vocês quanto para manter como um álbum de fotos. De momentos, lugares e pessoas que marcaram. Essa vai ser temática da semana que viajei a SP pra conhecer mozaum, lá em agosto de 2023. Memórias perfeitas.

A vista do amanhecer pela janela do avião, sem filtro. Fui recebida com pompas.

Nós.

Sendo românticos no Starbucks (amamos, tá)

Sorveteria da Cidade. Casa das Rosas.

Clássico beirute do Ponto Chic.

Matcha no Hakkopan.

Primeira foto minha que ele tirou (acho que tava envergonhado rs). Nós no Starbucks de novo e outra vez.

Saudoso Café Fellini.

A gente lá.

Flagras.

Jantar delicioso no Le Jazz.

Holy Burguer antes do hype.

Sendo lindos na Casa das Rosas. Tenho um papparazzi, e você?

Visita guiada na Igreja da Sé. Minha obra favorita do MASP (museu favorito dele).

Do dia que fomos comer pizza no Famiglia Mancini.

Nosso primeiro filme no cinema. Era o auge do Franuí e eu precisava provar!

Em nosso habitat natural.

Nossa relação é um bebê, e cuido como se realmente fosse, para ela crescer em bases fortes e se tornar uma rocha.

✦

Tenho andado bem desanimada, como vocês já sabem, tem dias em que só consigo dormir, mas sigo na luta, tentando melhorar o quanto posso. Dias melhores hão de vir.

Leia Mais

Buraco

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Eu não superei minha separação. Vai fazer três anos, já estou em outro relacionamento, mas não é sobre isso. Não tem a ver com amor romântico, mas com decepção e frustração. Meu cérebro se recusa a aceitar que não aconteceu algo grande que culminou no fim. Não entra na minha cabeça que foram várias coisas “pequenas” que se juntaram, porque tudo parecia bem. Mas se acabou, óbvio que não estava.


Não pode ser que não rolou alguma coisa que nos despiu do sentimento e fez tudo acabar. Como assim a gente se dava bem e acabou? Como assim havia amor e acabou? Como assim eu me dediquei por todos esses anos (16!!) e acabou? Como assim você pode se doar tanto a algo/alguém e acabar?

Não tenho respostas, infelizmente, mas sei que acabou. Mas não saber como, é que complica.

E esse acabou também é relativo, porque a sensação que tenho é que continua acabando, agora mesmo. Não teve um corte, segue sendo cortado, e isso é difícil de vivenciar. Tem dias em que meu cérebro não consegue parar de tentar encontrar o grande motivo, e fica remoendo todas as coisas erradas que fizemos. Todos os nossos erros. Qual bater de asas culminou na nossa tsunami pessoal? Mas não consigo encontrar, porque uma parte minha sabe que foram milhões de pequenas e grandes coisas, e que nenhuma delas, isolada, vai ser capaz de justificar. E o que faço com meu cérebro que não consegue deixar isso pra trás?

É um período de enorme sofrimento, porque não sei pra quê continuar pensando nisso, mas não consigo evitar. Simplesmente vem, e eu preciso tentar seguir mesmo com esse buraco dentro de mim.

(Quero deixar claro que não tenho mais sentimentos pelo meu ex, não é isso, apesar de eu achar que tem uma parte minha que sempre vai o amar, mesmo não querendo mais ser sua companheira. Amo quem ele foi em diversos momentos que precisei, mas o que pesou, no final, foi quem ele não foi. Não quero voltar, não o amo mais como meu parceiro, terminei porque, pra mim, não era mais sustentável.)
Leia Mais

Tokyo Sonata - Kiyoshi Kurosawa

segunda-feira, 21 de setembro de 2026


❝ Como seria bom, se até agora toda minha vida tivesse sido um sonho. E se, de repente, eu acordasse e fosse uma outra pessoa... ❞
Leia Mais

Tema do Mês - Setembro

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

O tema do mês do EntreBlogs é Página Criativa. A ideia é "finalmente criar aquela página que você sempre quis, mas nunca tirou do papel". A verdade é que poderia colocar várias, porque criei pelo menos duas desde agosto, mas quis me manter dentro da proposta de criar uma neste mês de setembro.

A página que decidi fazer foi uma Sobre Mim & o Blog, em que eu não falei nada do blog e só falei de mim #aloka. Tenho uma dificuldade ENORME de fazer isso, sempre que é "exigido", eu me afundo na cadeira tentando fazer com que quem tenha feito o pedido simplesmente não me enxergue. Por isso, nunca foi uma vontade minha ter uma página dessas aqui no blog, mas como o tema fala em página criativa, quis ousar. 

E sim, pra mim a página Sobre é extremamente criativa, porque só de eu ter conseguido falar de mim, é uma vitória (se ficou bom, são outros quinhentos, prefiro nem pensar nisso). Acho que muito dessa minha dificuldade é que não gosto de entrar em caixinhas, e querendo ou não, quando a gente tenta se definir pros outros, a gente acaba se colocando nelas. E o fato de eu não gostar de me definir é também porque sou uma pessoa que está em constante mudança, de uma hora pra outra, posso simplesmente não gostar mais de qualquer coisa que eu possa ter afirmado amar com toda a convicção. Enjoo muito fácil, tudo é uma constante renovação pra mim. 

Outra grande dificuldade minha é em fazer escolhas. Sempre que faço uma, fico amargurada por aquela outra coisa de que tive que abrir mão. Então, isso contribui pra eu não saber que aspectos devo considerar ao escrever sobre mim mesma (e, consequentemente, o que deixar de fora). Mas enfim, decidi sair da minha zona de conforto e até gostei do resultado. Nunca vai ser quem eu sou em sua completude, e sei que nem é o intuito, mas acho que dá pra ter uma ideia da bagunça que eu sou (esse post também contribuindo pra isso, my bad)

.   

Por fim, acabei criando outra de Filmes, que chamei de Locadora, pensando na ideia de uma pessoa que quer ver algo e não consegue decidir o quê. Você acessa minha página, e pode escolher um como se estivesse em uma locadora mesmo. E preciso registrar que meu gênero favorito é terror, então tem muito terror por lá (mas não só).

Nunca tive, nem tenho, a pretensão de ser uma crítica de cinema, ou mesmo ter qualquer respaldo pra analisar uma obra, mesmo sendo amante de filmes desde criança. Muitas das vezes, eu só consigo sentir, e as palavras se embolam de um jeito que fica impossível colocar pra fora. Acho que isso vem do TEA, aquela coisa de o portador não conseguir se comunicar, se fazer entender, e muitas vezes, não conseguir nem falar mesmo. Então, sempre que falo de algo que gosto, costumo ser breve (mas, às vezes, até que sai algo mais elaborado). Nessa página, eu quis colocar os filmes de que já falei aqui no blog, e os que eu apenas citei também. A maioria deles está condensado numa postagem só, onde falo resumidamente sobre e tento não dar spoilers. 

Mas, os últimos filmes que trouxe pra cá, fiz em uma postagem só deles e é assim que quero tentar seguir. Mesmo que eu não consiga falar muito, como foi no caso de Rhino Season, quero deixar registrado que me tocou, que foi um filme especial pra mim. E também não quero me privar de falar de partes relevantes, que geralmente são as que mexem com a gente, então sinto informar que elas podem conter spoilers. Não quero me preocupar em ficar filtrando o que posso dizer, então vai ser assim. Sugiro que se ainda não viu o filme, não leia o link que leva às postagens deles, se for alguém que se importa muito com isso. 

A página em si não tem spoiler nenhum, organizei apenas com os pôsteres, título, direção, duração e gênero, então não precisam se preocupar com isso. Os spoilers que digo que podem haver são nas postagens que linkei nos filmes, esses sim, livremente comentados. Então é isso, essa foi a postagem do coletivo desse mês de setembro, espero que gostem das páginas novas. 

P.S.: acabei encontrando uma forma de deixar os spoilers escondidos no texto. Acho que se for algo que realmente for informação válida, vou deixar assim com o texto disponível apenas ao passar o mouse. Vamos ver como se isso se sustenta. Me deem opiniões, eu imploro.

Leia Mais

Séries Conforto

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Tenho essas séries, que me confortam, e que tenho a sensação de serem livros em forma de imagens. O engraçado é que várias delas são realmente adaptações de livros, como Valeria e Modern Love, então de repente, essa seja mesmo a proposta.

Outra coisa também é que elas não são extremamente dramáticas do tipo que vão te deixar mal ou pra baixo. Elas tem drama na medida certa, e mesmo quando aparece, a sensação é de que tudo vai terminar bem, existe uma certa esperança. Isso é imprescindível pra uma série conforto.

A ideia aqui é deixar registrado, e como dica, essas séries que considero serem perfeitas pra ver num dia mais aconchegante ou naquele dia difícil que você precisa desopilar. Pegue sua xícara de café e sigam-me os bons!


Modern Love (Prime Video)
Quando eu soube que essa série ia estrear, tratei de ler o livro lançado no Brasil, que é um compilado de crônicas de amor de histórias reais (não necessariamente românticas) que sai em uma coluna homônima do New York Times, e me apaixonei pelas histórias. A série está à altura do livro, e em algumas, até superou. Lindíssima! Sou apaixonada por esse projeto. É uma boa conferir também a versão Tóquio, com episódios dirigidos em colaboração com nomes como Kiyoshi Kurosawa, e até um episódio todo em anime.


Valeria (Netflix)
Valeria tem um quê de Sex and the City mas sem polêmicas, com conversas sobre inclusão e dramas femininos muito atuais, sobre equilibrar amizades e amor romântico. Mais uma baseada num livro, a protagonista, Valeria, é uma escritora, vivendo em Madri, e vendo sua vida amorosa desmoronar, decide reforçar seus laços com as amigas. Me apaixonei completamente pela atriz que faz a Valeria, a Diana Gómez. Ela é muito carismática, sem contar a beleza, então me conquistou irremediavelmente. O elenco de apoio é super cativante também, tem personagens bem desenvolvidos mesmo não tendo o foco em suas histórias, o conjunto acaba funcionando muito bem, tal qual uma orquestra. E uma série com final satisfatório, sem ser atropelada e cancelada do mais absoluto nada, como muitas da Netflix, e que é coisa rara atualmente. Redondinha.


Citas Barcelona (Prime Video)
Entendi como um tipo de Modern Love, menos inspirada, mas ainda assim com suas qualidades. É gostosa de assistir e boa pra matar a saudade de Modern. O engraçado é que vi vários filmes que se passam em Barcelona e que cidade especial, né? Sinto que ela é tipo uma Nova York, dado sua vibe agitada e moderna. Então, mesmo que as histórias não sejam super elaboradas, acho que só de sentir a energia da cidade, ela sendo quase um personagem, já eleva qualquer produção.


Special (Netflix)
Outra baseada num livro, do Ryan O’connell, que também atua como o protagonista da série, além de ser roteirista e produtor executivo. O cara é multitarefas, tá? Eu gosto muito de conhecer melhor a realidade de pessoas com deficiência, a gente acaba descobrindo coisas inesperadas e bonitas. O Ryan parece ser bom em tudo a que se propõe, o que prova, definitivamente, que deficiência não impede ninguém de fazer qualquer coisa. É uma série realmente especial.


Namorado de Natal (Netflix)
Quem me acompanha há mais tempo, sabe que sou alucinada pelo Natal. É minha época favorita do ano,  onde inclusive faço uma maratona de filmes temática, e acabam surgindo algumas séries que me ganham, e sendo uma época que me traz esse conforto enorme, é de se esperar que eu inclua séries natalinas, que é o caso dessas três últimas. Namorado de Natal é uma série norueguesa que acompanha Johanne, uma solteira que não aguenta mais escutar perguntas sobre namorados em toda reunião familiar de Natal (quem nunca?) e decide tomar uma atitude em relação a isso. Eu gosto demais da atriz que faz a protagonista, Ida Elise Broch, e todas as confusões amorosas por que a personagem passa. Comédia romântica pra lá de cativante!


Dash & Lily (Netflix) ❤︎
Minha série conforto favorita da vida! Também baseada em livros, Dash & Lily eu assisto todo ano na época festiva, desde que foi lançada. Não me canso de acompanhar as dicas e easter eggs dessa história de amor entre dois adolescentes que nunca se viram. É muito muito bem feita, os atores são perfeitos (te amo pra sempre, Midori Frances) e é impossível não terminar de ver com um sorriso no rosto. Amo muito muito!


Smiley (Netflix)
Fiquei bem irritada quando cancelaram essa série, porque não tem um defeito pra justificar. Mas sabem como é a maldita Netflix, né? Nessas horas a gente tem que olhar pelo lado bom e agradecer que temos pelo menos uma temporada deliciosa pra saborear, sempre que quisermos. Smiley é uma série de comédia romântica gay de Natal, situada em Barcelona (olha ela aí de novo!), baseada na peça do Guillem Clua, com dois queridos (Carlos Cuevas e Miki Esparbé, perfeitos!) e seu grupo de amigos atravessando uma fase de incertezas, medos e oportunidades perdidas, tentando encontrar seus "finais felizes". Gosto demais!

Você já viu alguma dessas? Gostou? Se não viu, e acabar assistindo, volta aqui e me conta o que achou, hein? E, também, se tiver alguma para me indicar, deixe nos comentários que vou adorar conferir.
Leia Mais

Contexto

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Hoje resolvi vir aqui meio que dar um contexto da minha vida, atualmente. Pra quem me conhece há mais tempo, sabe que "sou" de Belém. Eu não nasci lá, mas vamos dizer que, por um desvio de percurso, eu nasci em uma cidade completamente diferente da cidade onde toda a minha família mora. Na real, eu nasci em Fortaleza, mas todo ano íamos a Belém para visitar família, então sempre me senti em casa na cidade, até que nos mudamos de vez quando eu tinha uns 8 anos e, desde então, é "minha" cidade. Não tem como dizer que não, ás vezes, até esqueço que não nasci lá. 

Mas numa dessas reviravoltas da vida, onde eu estou morando atualmente? Fortaleza! Pois é, rodei rodei e acabei parando aqui mesmo. Eu acho muito doido isso, sabe? A vida, ela. O motivo principal é que me apaixonei, fui morar em Jundiaí no início da relação (ele morava em SP) e depois juntamos nossos trapos e resolvemos morar juntos. Só que São Paulo é uma cidade com o custo de vida muito alto, no momento, e não estava me sentindo feliz lá. Então, resolvemos vir pra Fortaleza, cidade onde está toda a família do G. e onde temos melhores oportunidades profissionais. 

Só que, no momento, estamos morando com outras pessoas, enquanto elas não se mudam pra casa que construíram para morar. E essa situação está acabando com meu psicológico. Porque duas das três pessoas são completamente diferentes de mim em tudo, e não tem a menor noção de convivência. Já não é fácil morar longe de qualquer familiar, ainda ter que aturar pessoas sem educação e que nem falam com você, é terrível. Chegou num nível que tenho tomado remédio para ansiedade, que é apenas eventual para quando tenho crise, praticamente todos os dias. 

Quis vir falar a respeito porque acredito muito no poder do desabafo, e também para que vocês entendam que, independente do que eu postar aqui, tem essa nuvem pairando na minha cabeça, que não me deixa em paz. Não vejo a hora de sermos apenas G. e eu, construindo nossa história e nosso lar. Por enquanto, isso parece o mais distante possível de acontecer, mesmo que cada dia esteja mais próximo desse sonho se realizar. Torçam por mim, uma fézinha sempre ajuda. Eu acredito.
Leia Mais

Rhino Season - Bahman Ghobadi

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Às vezes, a gente vê um filme muito bonito, mas sem substância, o roteiro não entrega nada. Eu não costumo gostar desse tipo de filme, ainda que eu adore a beleza per se, mas só ela, não dá. Me soa pretensioso.
Mas Rhino Season não é vazio. Ele é bonito e substâncioso, é daqueles filmes que você vê e guarda com você. É lindíssimo, de um jeito muito único, e é até baseado em algo real, que são os diários do poeta curdo-iraniano Sadegh Kamangar, aqui representado pelo personagem Sahel. Homens são capazes das atitudes mais egoístas para conseguir o amor de uma mulher, mas a história também mostra que a força de um amor verdadeiro nunca desvanece. Triângulos amorosos sempre me despertam curiosidade, as consequências desse tipo de relação são impossíveis de prever.
Eu odeio indicar coisas que gosto porque sou péssima em encontrar palavras pra definir porquê gostei, mas, ao mesmo tempo, eu preciso fazer a indicação, e gosto de deixar registrado como o filme me impactou. Por isso, como as palavras fogem de mim, deixo as imagens, acho que nada melhor que elas pra fazer alguém se interessar em ver. Indico demais!
Rhino Season
Dirigido por Bahman Ghobadi
Iraque, 2012
Disponível em Reserva Imovision
Leia Mais