Contexto
quarta-feira, 9 de setembro de 2026
Rhino Season - Bahman Ghobadi
sexta-feira, 4 de setembro de 2026
Dirigido por Bahman Ghobadi
Iraque, 2012
Disponível em Reserva Imovision
Me Conhecendo Melhor
terça-feira, 1 de setembro de 2026
Eu não participei do BEDA este ano, mas preciso dizer que foi graças a ele, que resolvi retomar a blogueiragem. Não aguento mais a dinâmica das redes sociais, que agora são impessoais, com todo mundo despejando apenas desaforos sem qualquer contexto, e a gente engolindo todas as mazelas de quem seguimos. Veja bem, é ok quando a pessoa, algumas vezes, que desabafar sobre algo que aconteceu com ela e isso cria uma rede de conversa, mas as pessoas simplesmente não sabem mais ser pessoais nesses lugares. Ao invés de comentar sobre problemas micro, elas preferem comentar o macro, a última polêmica ou notícia tenebrosa, causando uma verdade sensação de miséria a todos que recebem essas notícias.
Isso tem me feito extremamente mal, o problema não são as redes sociais, são as pessoas que levam toda sua indignação pras redes, e no fim, de que adianta? Apenas click bait ou rage bait, termos que significam as ações mais deploráveis em se tratando de internet.
Mas não foi sobre isso que quis vir aqui, foi apenas apresentar esse contexto pra explicar que os blogs seguem me fazendo muito mais feliz e saudável. Os blogs pessoais seguem sendo um grande respiro não apenas das mazelas online, mas também da vida "real". E o
O que eu quero mesmo aqui é colar um meme (que nos primórdios da internet era uma corrente em que blogueiros criavam um tema, elaboravam e indicavam para outros amigos blogueiros postarem em seus blogs) que vi no blog da Paloma, que participou da celebração de blogs do mês de agosto. Sim, estou roubando na cara de pau, desculpa, gente. Então, sem mais delongas (UFA!), vamos ao meme.
✦ Perguntas
Não sei bem como, nem porquê, mas em 2020 eu decidi voltar a blogar e estamos aí desde então, aos trancos e barrancos. Meu primeiro blog data de 2008, e nunca deixei definitivamente de postar textos na internet, então acho que é só algo que faz parte de mim.
O nome desse blog foi tirado de um livro, que é dos meus favoritos da vida (e indico muito mesmo), chamado The Outsiders, escrito pelo S. E. Hinton. Não posso dizer exatamente o contexto, porque seria dar spoiler, mas é um dos momentos mais bonitos da história. Ponyboy forever. E não, não trocaria por outro, gosto muito desse e acredito que seja definitivo.
Blog blog não, só tenho meu Tumblr, que acredito ser para postagens mais simples, sem muito contexto, de coisas que chamaram minha atenção no momento ou coisas que sinto, pensamentos soltos. Quem ainda usar Tumblr e quiser me adicionar, é o qlaudjenha.tumblr.com.
Criei esse em 2020, se não me engano, e nunca pensei em desistir completamente, só deixei de lado por alguns longos períodos, coisa que me arrependo hoje. Mas agora espero retomar o hábito e não abandonar mais.
Justamente o que citei acima. Toda a raiva e indignação vazia das pessoas, muitas vezes para sinalizar virtude, inclusive, me retiram totalmente dos ambientes redes sociais. São postagens que acabam com meu dia, ou me deixam mau humorada, ou triste, ou tudo junto, e isso, definitivamente, não pode fazer bem a ninguém.
O Flor & Pitty, que escrevi logo após a perda da minha cachorra Pitty, em novembro, depois de ter perdido a minha outra cachorra Flor, em abril do mesmo ano. Foi um golpe duríssimo naquele já terrível ano de 2020. Sinto que até hoje não superei a perda delas, e nesse texto conto resumidamente minha história com as duas.
Sei que meu blog não é muito frequentado, pois eu mesma já o deixei abandonado por vezes demais, mas a quem acompanhar e gostar do que lê por aqui, muito obrigada por me fazer companhia. A gente joga mensagens engarrafadas no mar, e espera que alguém receba e tome conhecimento da nossa existência, e acredito que os blogs são exatamente essas mensagens.
Rapidinhas Sinceras (do momento)
Exausta
sábado, 29 de agosto de 2026
Faz duas semanas que T. está internada e todos os dias, desde então, temos ido à casa de R. para levar Freddie pra passear e fazer companhia a ele. Chegamos ali pela tardinha e ficamos até umas 19:30h.
Não sei se todo mundo que me lê sabe, mas uns 3 anos atrás fui diagnosticada com TEA. Eu só recebi o diagnóstico e não soube (ainda não sei) o que fazer com a informação. Não faço tratamento, não tomo medicação especificamente pra isso (tomo antidepressivo e ansiolítico pra outros males), vou apenas vivendo como sempre, me sentindo uma pessoa “estranha”, que ninguém é capaz de entender.
Disso, tiro duas coisas que são muito caras pra mim: socialização e sair. Eu não posso de jeito algum ter tanto contato com pessoas, isso me drena completamente. Todos os dias, impossível. Preciso de muito tempo “sozinha”, na minha rotina, pra me manter regulada.
Sair é ruim pra mim. Não gosto de sair muito, na verdade, não gosto de sair quase nunca. Não sintam pena ou achem que isso é ruim, isso não me traz sofrimento, é o contrário. Se eu respeitar essas duas coisas, fico bem.
Dito isso, preciso falar que estou extremamente cansada. Não é “só” o cansaço físico, e muito também (talvez mais?) cansaço social. Ando me arrastando por aí, desanimada, mau humorada, sonolenta. Leio muito que pessoas como eu precisam conhecer seus limites e respeita-los, mas não creio que dê pra viver sempre no ideal, né? Não posso simplesmente negar ajuda a pessoas que precisam de mim, de ajuda, de apoio. Então, não é uma reclamação, é uma constatação, um aceitar que a vida não é um morango, como dizem. Tento me manter regulada o quanto posso, mas a gente não consegue controlar tudo e a vida também é passar por esses momentos.
Só espero muito que T. saia do hospital (ela já está bem, quanto a isso não há mais preocupação, o problema agora é burocrático, como sempre) e eu possa me regular o quanto antes.
P.S.: exatamente hoje, T. recebeu a tão desejada alta e está muito bem. Eu, cansada, mas feliz!
Sensível demais
sexta-feira, 28 de agosto de 2026
Off Campus
Terminei Off Campus (Prime Video, 2026) e posso dizer que ela me ganhou! Eu não esperava nada demais, não conheço os livros em que foi inspirada, só li muitos comentários de todos os lados quando estreou e resolvi pagar pra ver, e valeu a pena.
É uma série que parece bobinha, à primeira vista, mas se aprofunda em temas pesados sem perder o ritmo com as questões mais leves, os atores estão ótimos e tem muita química, o que eu acho imprescindível. Assim que vi a Ella Bright (Hannah), a achei muito parecida com a Brooke Shields, lindíssima!Inferno Astral
Ser do mundo, ser do interior
terça-feira, 13 de maio de 2025
Cada Um Sabe a Dor e a Delícia de Ser o Que É
domingo, 5 de maio de 2024
Às vezes, um pensamento perturbador me consome. O de que gostaria de ser a mulher que consegue viver um relacionamento de aparências. Acabei de me separar e não tem sido fácil. O fácil mesmo seria continuar como estava, mesmo com todas as frustrações. Mas eu sempre soube, e sempre comuniquei, que nunca ficaria com alguém se não fosse por amor. Amor puro e simples, direto. Até que meu amor não foi o bastante, milhões de outras coisas envolvem estar num relacionamento e isso dar certo.
Quando via filmes de mocinhas corajosas que enfrentavam tudo e todos em nome do amor (é, eu sei), ou qualquer outra coisa que as movia no movimento contrário ao esperado, me questionava se eu conseguiria ter essa coragem. Porque ir atrás dos próprios desejos, pra nós, mulheres, é sempre motivo pra perseguição. Muitas foram condenadas, inclusive, mortas. Continuam sendo, todos os dias. Ficava questionando porque eu nunca quis ser passiva, aceitar as coisas como são, viver pela metade. Mas o perigo sempre é tão grande, eu não ia querer morrer, e em nome de quê, afinal? E acabava concluindo que não conseguiria me pôr em risco dessa forma. Que iria acabar por me preservar.
O que eu não sabia era que tem algo dentro da gente que é exatamente quem a gente é, pra além de todas as convenções e expectativas. E, felizmente ou infelizmente, não consigo deixar de ser quem sou. Quem questiona, analisa, filosofa, pensa, deseja, não se contém. Acho que, agora, depois de ter mudado radicalmente, estar com a vida de cabeça pra baixo e estar disposta a lutar pelo meu futuro e independência, posso dizer que eu teria sim coragem. Eu seria como a Joanna D’Arc da minha própria vida, custasse o que custasse. Está custando e eu estou pagando, e não poderia fazer diferente.
P.S.: timing engraçado de ter começado esse post antes do show da Madonna em Copacabana, ter visto pela tv e, depois da catarse que rolou, termina-lo no dia seguinte ao evento que trouxe tanto no que pensar sobre liberdade. Parece que essa postagem fez ainda mais sentido pra mim. A arte salva mesmo, né?
Black Mirror - Ano 6
quarta-feira, 10 de abril de 2024
Love Bite: Laurie Lipton and Her Disturbing Black & White Drawings - James Scott
quarta-feira, 24 de maio de 2023
"Estamos alimentando a besta que provavelmente nos destruirá."
Dirigido por James Scott
Estados Unidos, 2016
Em infelizmente indisponível nos streamings, apenas por meios alternativos.
Vessel - Twenty One Pilots
sexta-feira, 12 de maio de 2023
Twenty One Pilots, 2013
Disponível em Spotify.
Wake Up - Olivia Wilde
quinta-feira, 11 de maio de 2023
Vi esse curta da Olivia Wilde hoje e como eu gosto do trabalho dela! E achei que é um respiro, uma forma de a gente refletir sobre o uso que a gente faz das redes. Sei que muitos criticam quando alguém diz pra sair da internet, e concordo que não tem mais como a gente estar 100% fora dela, mas acredito muito no equilíbrio, e sei o quanto é difícil construí-lo. Mas que tentemos e nunca nos esqueçamos que, dentro ou fora da tela, o que realmente importa são conexões sinceras e profundas. Sobre o curta, a Margareth Qualley é a maior dessa geração e a minha favorita. Tudo o que ela faz ganha peso. Imperdível, sempre!
"Eu so patetica"
quarta-feira, 10 de maio de 2023
After Hours - Martin Scorsese
sexta-feira, 5 de maio de 2023
❝ Eu só quero viver. ❞Assisti esse filme de madrugada, no escuro, enquanto M. dormia, o que acho que foi acertadamente uma forma de absorver ainda mais o que vi. Fiquei imaginando que tudo aquilo devia mesmo estar acontecendo a Paul Hacket, naquele exato momento em NY, enquanto eu assistia, como um reality show que todo mundo ia dizer que era exagerado nas situações e, consequentemente, achar ruim. Mas como nada faz muito sentido quando se trata dos pavores criados por meu cérebro descompensado e dos meus gostos, eu acreditaria em tudo e seguiria achando muito bom.
Dirigido por Martin Scorsese
EUA, 1985
Disponível em Looke e NetMovies.
It'll Pass
quarta-feira, 3 de maio de 2023
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| Ola |
Sweetie - Jane Campion
terça-feira, 2 de maio de 2023
❝ As ilusões não desaparecem. Elas se tornam mais sutis. ❞Vi alguém reclamar que o título é uma mentira, mas me pergunto se, depois de vê-lo, essa pessoa absorveu alguma coisa. O título é perfeito porque Sweetie é a força motriz de toda ação no filme, tudo acontece por causa dela. Sweetie não precisa ser a protagonista pra deixar bem claro que a vida de todos é transformada, para o bem e para o mal, por sua existência. O que torna ainda mais genial a escolha desse nome. Ao final, a diretora dedica o filme a sua própria irmã. Fiquei curiosa pra saber se existe alguma verdade na forma como as irmãs se relacionam, no filme, com a conexão da Jane com a Anna(irmã). Tenho essa mania de querer saber de onde os artistas tiram inspiração para suas obras, e não consigo crer que não tenha alguma ligação com sua realidade, mesmo que eles consigam subvertê-la tanto a ponto de não parecer nada com o que vivenciaram. Inclusive, meu sinônimo favorito para a palavra arte é justamente subversão. Arte subversiva me fascina.
Dirigido por Jane Campion
Austrália, 1989
Disponível em Mubi.
Teatro José de Alencar, aqui em Fortaleza. Não é lindo?










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