SOCIAL MEDIA

Contexto

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Hoje resolvi vir aqui meio que dar um contexto da minha vida, atualmente. Pra quem me conhece há mais tempo, sabe que "sou" de Belém. Eu não nasci lá, mas vamos dizer que, por um desvio de percurso, eu nasci em uma cidade completamente diferente da cidade onde toda a minha família mora. Na real, eu nasci em Fortaleza, mas todo ano íamos a Belém para visitar família, então sempre me senti em casa na cidade, até que nos mudamos de vez quando eu tinha uns 8 anos e, desde então, é "minha" cidade. Não tem como dizer que não, ás vezes, até esqueço que não nasci lá. 

Mas numa dessas reviravoltas da vida, onde eu estou morando atualmente? Fortaleza! Pois é, rodei rodei e acabei parando aqui mesmo. Eu acho muito doido isso, sabe? A vida, ela. O motivo principal é que me apaixonei, fui morar em Jundiaí no início da relação (ele morava em SP) e depois juntamos nossos trapos e resolvemos morar juntos. Só que São Paulo é uma cidade com o custo de vida muito alto, no momento, e não estava me sentindo feliz lá. Então, resolvemos vir pra Fortaleza, cidade onde está toda a família do G. e onde temos melhores oportunidades profissionais. 

Só que, no momento, estamos morando com outras pessoas, enquanto elas não se mudam pra casa que construíram para morar. E essa situação está acabando com meu psicológico. Porque duas das três pessoas são completamente diferentes de mim em tudo, e não tem a menor noção de convivência. Já não é fácil morar longe de qualquer familiar, ainda ter que aturar pessoas sem educação e que nem falam com você, é terrível. Chegou num nível que tenho tomado remédio para ansiedade, que é apenas eventual para quando tenho crise, praticamente todos os dias. 

Quis vir falar a respeito porque acredito muito no poder do desabafo, e também para que vocês entendam que, independente do que eu postar aqui, tem essa nuvem pairando na minha cabeça, que não me deixa em paz. Não vejo a hora de sermos apenas G. e eu, construindo nossa história e nosso lar. Por enquanto, isso parece o mais distante possível de acontecer, mesmo que cada dia esteja mais próximo desse sonho se realizar. Torçam por mim, uma fézinha sempre ajuda. Eu acredito.
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Rhino Season - Bahman Ghobadi

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Às vezes, a gente vê um filme muito bonito, mas sem substância, o roteiro não entrega nada. Eu não costumo gostar desse tipo de filme, ainda que eu adore a beleza per se, mas só ela, não dá. Me soa pretensioso.
Mas Rhino Season não é vazio. Ele é bonito e substâncioso, é daqueles filmes que você vê e guarda com você. É lindíssimo, de um jeito muito único, e é até baseado em algo real, que são os diários do poeta curdo-iraniano Sadegh Kamangar, aqui representado pelo personagem Sahel. Homens são capazes das atitudes mais egoístas para conseguir o amor de uma mulher, mas a história também mostra que a força de um amor verdadeiro nunca desvanece. Triângulos amorosos sempre me despertam curiosidade, as consequências desse tipo de relação são impossíveis de prever.
Eu odeio indicar coisas que gosto porque sou péssima em encontrar palavras pra definir porquê gostei, mas, ao mesmo tempo, eu preciso fazer a indicação, e gosto de deixar registrado como o filme me impactou. Por isso, como as palavras fogem de mim, deixo as imagens, acho que nada melhor que elas pra fazer alguém se interessar em ver. Indico demais!
Rhino Season
Dirigido por Bahman Ghobadi
Iraque, 2012
Disponível em Reserva Imovision
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Me Conhecendo Melhor

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Foto tirada por Guzz.

Eu não participei do BEDA este ano, mas preciso dizer que foi graças a ele, que resolvi retomar a blogueiragem. Não aguento mais a dinâmica das redes sociais, que agora são impessoais, com todo mundo despejando apenas desaforos sem qualquer contexto, e a gente engolindo todas as mazelas de quem seguimos. Veja bem, é ok quando a pessoa, algumas vezes, que desabafar sobre algo que aconteceu com ela e isso cria uma rede de conversa, mas as pessoas simplesmente não sabem mais ser pessoais nesses lugares. Ao invés de comentar sobre problemas micro, elas preferem comentar o macro, a última polêmica ou notícia tenebrosa, causando uma verdade sensação de miséria a todos que recebem essas notícias.

Isso tem me feito extremamente mal, o problema não são as redes sociais, são as pessoas que levam toda sua indignação pras redes, e no fim, de que adianta? Apenas click bait ou rage bait, termos que significam as ações mais deploráveis em se tratando de internet.

Mas não foi sobre isso que quis vir aqui, foi apenas apresentar esse contexto pra explicar que os blogs seguem me fazendo muito mais feliz e saudável. Os blogs pessoais seguem sendo um grande respiro não apenas das mazelas online, mas também da vida "real". E o BEDA foi responsável por me resgatar, nesse sentido, depois de consumir diversos posts incríveis de pessoas mais incríveis ainda neste último mês.

O que eu quero mesmo aqui é colar um meme (que nos primórdios da internet era uma corrente em que blogueiros criavam um tema, elaboravam e indicavam para outros amigos blogueiros postarem em seus blogs) que vi no blog da Paloma, que participou da celebração de blogs do mês de agosto. Sim, estou roubando na cara de pau, desculpa, gente. Então, sem mais delongas (UFA!), vamos ao meme.

✦ Perguntas

Quando surgiu a ideia de criar seu blog?

Não sei bem como, nem porquê, mas em 2020 eu decidi voltar a blogar e estamos aí desde então, aos trancos e barrancos. Meu primeiro blog data de 2008, e nunca deixei definitivamente de postar textos na internet, então acho que é só algo que faz parte de mim.

Qual é a origem do nome do seu blog? Trocaria o nome? Por qual?

O nome desse blog foi tirado de um livro, que é dos meus favoritos da vida (e indico muito mesmo), chamado The Outsiders, escrito pelo S. E. Hinton. Não posso dizer exatamente o contexto, porque seria dar spoiler, mas é um dos momentos mais bonitos da história. Ponyboy forever. E não, não trocaria por outro, gosto muito desse e acredito que seja definitivo.

Você tem outros blogs além deste?

Blog blog não, só tenho meu Tumblr, que acredito ser para postagens mais simples, sem muito contexto, de coisas que chamaram minha atenção no momento ou coisas que sinto, pensamentos soltos. Quem ainda usar Tumblr e quiser me adicionar, é o qlaudjenha.tumblr.com.

Já pensou em desistir do seu blog alguma vez?

Criei esse em 2020, se não me engano, e nunca pensei em desistir completamente, só deixei de lado por alguns longos períodos, coisa que me arrependo hoje. Mas agora espero retomar o hábito e não abandonar mais.

O que te faz continuar com um blog em tempos de scrolls infinitos?

Justamente o que citei acima. Toda a raiva e indignação vazia das pessoas, muitas vezes para sinalizar virtude, inclusive, me retiram totalmente dos ambientes redes sociais. São postagens que acabam com meu dia, ou me deixam mau humorada, ou triste, ou tudo junto, e isso, definitivamente, não pode fazer bem a ninguém.

Qual seu post favorito no blog?

O Flor & Pitty, que escrevi logo após a perda da minha cachorra Pitty, em novembro, depois de ter perdido a minha outra cachorra Flor, em abril do mesmo ano. Foi um golpe duríssimo naquele já terrível ano de 2020. Sinto que até hoje não superei a perda delas, e nesse texto conto resumidamente minha história com as duas.

Deixe uma mensagem para seus leitores:

Sei que meu blog não é muito frequentado, pois eu mesma já o deixei abandonado por vezes demais, mas a quem acompanhar e gostar do que lê por aqui, muito obrigada por me fazer companhia. A gente joga mensagens engarrafadas no mar, e espera que alguém receba e tome conhecimento da nossa existência, e acredito que os blogs são exatamente essas mensagens.      

Rapidinhas Sinceras (do momento)

Uma música: Boy, The Killers

Um livro: Trilogia de Copenhagen, Tove Ditlevsen

Um filme: Sound of Falling, 2025

Um hobby: ler livros

Um medo: não ter autonomia

Uma mania: entortar pés ou mãos até o ponto de só perceber quando já está doendo muito rs

Um sonho: ter minha casa própria e decora-la do meu jeitinho

Não consigo viver sem: filmes

Tem coleção de alguma coisa? de itens de papelaria e de maquiagem rs

Do que mais gosto no meu blog? do tema, acho

Gostaria de fazer alguma pergunta aos próximos participantes? qual seu filme favorito?

Desejo literário do momento: Trilogia de Copenhagen, pois li em ebook, e quando gosto muito de um livro, quero ter a edição física

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Exausta

sábado, 29 de agosto de 2026

Foto tirada num passeio com o Freddie

Faz duas semanas que T. está internada e todos os dias, desde então, temos ido à casa de R. para levar Freddie pra passear e fazer companhia a ele. Chegamos ali pela tardinha e ficamos até umas 19:30h.

Não sei se todo mundo que me lê sabe, mas uns 3 anos atrás fui diagnosticada com TEA. Eu só recebi o diagnóstico e não soube (ainda não sei) o que fazer com a informação. Não faço tratamento, não tomo medicação especificamente pra isso (tomo antidepressivo e ansiolítico pra outros males), vou apenas vivendo como sempre, me sentindo uma pessoa “estranha”, que ninguém é capaz de entender.

Disso, tiro duas coisas que são muito caras pra mim: socialização e sair. Eu não posso de jeito algum ter tanto contato com pessoas, isso me drena completamente. Todos os dias, impossível. Preciso de muito tempo “sozinha”, na minha rotina, pra me manter regulada.

Sair é ruim pra mim. Não gosto de sair muito, na verdade, não gosto de sair quase nunca. Não sintam pena ou achem que isso é ruim, isso não me traz sofrimento, é o contrário. Se eu respeitar essas duas coisas, fico bem.

Dito isso, preciso falar que estou extremamente cansada. Não é “só” o cansaço físico, e muito também (talvez mais?) cansaço social. Ando me arrastando por aí, desanimada, mau humorada, sonolenta. Leio muito que pessoas como eu precisam conhecer seus limites e respeita-los, mas não creio que dê pra viver sempre no ideal, né? Não posso simplesmente negar ajuda a pessoas que precisam de mim, de ajuda, de apoio. Então, não é uma reclamação, é uma constatação, um aceitar que a vida não é um morango, como dizem. Tento me manter regulada o quanto posso, mas a gente não consegue controlar tudo e a vida também é passar por esses momentos.

Só espero muito que T. saia do hospital (ela já está bem, quanto a isso não há mais preocupação, o problema agora é burocrático, como sempre) e eu possa me regular o quanto antes.


P.S.:  exatamente hoje, T. recebeu a tão desejada alta e está muito bem. Eu, cansada, mas feliz!

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