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Série A Amiga Genial

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Não gosto nem um pouco da primeira temporada muito por causa das atrizes mirins (Ludovica Nasti e Elisa Del Genio). Elas são péssimas. A da Lenu menos, mas ainda é.

As atrizes jovens também são ruins, na segunda temporada (Gaia Girace e Margherita Mazzucco). Eu entendo que nem é a proposta, mas elas são zero carismáticas. Mesmo vilãs precisam ter algum magnetismo pra nos manter interessados em acompanha-las. Aqui, onde ninguém é vilã, isso também não existe. A história foi o que me fez continuar mas, se dependesse da maioria dos atores, teria abandonado.

Outra dificuldade é ver a trajetória da Lila. É de amargar saber tudo o que ela poderia ser e não concretiza. Dói na alma.

O Donato Sarratore especialmente nojento com a Lenu. Nojo deste ome! NOJO!

A surra que a Immacolata dá na Lenu por causa do Nino! Mãe parece que sabe das coisas mesmo, né?

A atriz da Lila melhora consideravelmente, num ponto que cheguei a ficar triste quando trocaram de atriz (para a Irene Maiorino, que é boa, só que a Gaia já tinha me conquistado). Mas as perucas que escolhiam pra Gaia Girace eram pavorosas! JU-RO! A Margherita também sofreu nesse quesito. Olha isso! Nem parece produção HBO.

A atriz que faz a Lenu (Margherita Mazzucco) também melhora, mas não chega a cativar. Li que a série não fez o mesmo sucesso que os livros e acredito que é muito por causa do elenco. Vários não brilham. Sei que dado um número tão extenso de personagens seja difícil acertar em todas, mas pelo visto, dá pra errar em quase todas sim.

Uma escalação que achei muito boa foi a do Michele do Alessio Galo. O cara é desprezível mas, ao mesmo tempo, gera um fascínio também, não sei explicar.

Outro que me ganhou foi o do Pasquale, Eduardo Scarpetta. Excelente ator e muito charmoso.

O pai da Lila me remeteu demais ao Seu Madruga, e não no bom sentido (sim, eu sou fã de Chaves, tá). Muito caricato e destoante do resto. Nem lembro dele ser assim no livro.

É impressionante a semelhança da Gaia Girace com a Irene Maiorino! É o mesmo que estar vendo a mesma pessoa em diferentes fases da vida! Acertaram demais nessa.

Minha abertura favorita é a da terceira temporada. As imagens lindas, a música é perfeita.

Passei a maior parte do tempo morrendo de dó do Alfonso adulto, depois de se assumir. Sofreu demais. Dói na gente ver a fragilidade dele. A Lila em relação a ele também me enoja. Sei que pode ser um jeito de se defender da obsessão dele por ela, mas não deixa de ser maldade.

Uma coisa que acho bonita é como aquela geração ficou “ligada” pra sempre. Mesmo quando distantes, se alguém precisasse de ajuda, os outros tentavam ajudar o máximo que podiam. Claro que menos os escrotos, mas num geral, foi assim.

Quando a Lenu perguntou pra Lila se mostraria pra ela algo que escrevesse, se permitiria publicar, e ela negou dizendo que não escreve nada (coisa que o Gennaro falou que ela faz o tempo todo) me deu um clique de a Elena Ferrante ser a Lila. Não assumir que escreve pra ninguém que a conhece, já pensou?

Onde a Lila foi parar??? Isso explode minha cabeça.

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Sei que parece que detestei a série e só tenho críticas, mas não foi assim. 1. sou fã dos livros, precisava ver a série, não existia a possibilidade de abandonar (eu já tinha abandonado a s01 por duas vezes, dessa vez era questão de honra) 2. a história em si é especial, e nisso a série acertou muito, foi fiel a todas as passagens mais importantes e é mágico ver em cenas, como se fosse real, tudo o que lemos nos livros. A adaptação é boa sim, vale a pena conferir, indico demais! Tive questões, como ficou bem claro, mas acho que nem tinha como eu não gostar de ver essa história recriada no audiovisual. Lila & Lenu são como aquelas amigas de infância que a gente perde o contato, mas gostaria de saber como se deu suas vidas, e ver a série foi quase como realizar esse desejo.

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